Guia Activera · Quadril
Bursite no quadril tem cura?
Resposta rápida
Na maioria das pessoas, a bursite no quadril melhora bastante com tratamento conservador, sem cirurgia: a Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos (AAOS) diz que a cirurgia raramente é necessária. Num ensaio clínico publicado no BMJ, educação mais exercício com fisioterapeuta foi o tratamento com melhor resultado em 8 semanas e em 1 ano; na Activera, referência em fisioterapia na zona sul de São Paulo, o caminho começa por uma avaliação para confirmar a causa da dor.
Em resumo
- Hoje, e também na Activera, a dor na lateral do quadril é chamada de síndrome da dor trocantérica maior, e na maioria dos casos envolve os tendões dos glúteos (tendinopatia glútea), não só a bursa.
- O sintoma típico é dor na ponta do quadril que desce pela lateral da coxa e piora à noite, ao deitar sobre o lado afetado e ao levantar da cadeira.
- No ensaio LEAP (BMJ, 2018), 77,3% das pessoas que fizeram educação mais exercício relataram sucesso em 8 semanas, contra 58,5% com injeção de corticoide e 29,4% sem tratamento.
- Musculação não é proibida: o exercício certo, com carga progressiva para os glúteos e sem posições que comprimem o tendão, é parte do tratamento.
- Na Activera, a avaliação de movimento define o plano individual; dor após queda, febre ou incapacidade de apoiar a perna pedem médico com urgência.
O que é bursite no quadril e por que hoje se fala em síndrome da dor trocantérica maior
A bursa é uma pequena bolsa de líquido que amortece o atrito entre osso e tecidos. A AAOS chama de bursite trocantérica a inflamação da bursa que recobre o trocânter maior, aquela saliência óssea na lateral do quadril.
Com o avanço dos exames de imagem, os pesquisadores perceberam que essa dor muitas vezes vem dos tendões do glúteo médio e do glúteo mínimo. Por isso a literatura atual usa o nome síndrome da dor trocantérica maior, que reúne bursite trocantérica, lesão dos tendões abdutores e o quadril em ressalto externo, segundo revisão publicada na SAGE Open Medicine em 2021.
O ensaio LEAP, publicado no BMJ, descreve a tendinopatia glútea como a condição muitas vezes chamada de bursite trocantérica ou síndrome da dor trocantérica maior. Ela afeta de 10% a 25% das pessoas e uma em cada quatro mulheres com mais de 50 anos.
Na prática, isso muda o tratamento: se o problema principal está no tendão, não basta tirar a inflamação. A avaliação na Activera procura entender o que está sobrecarregando essa região antes de montar o plano.
Sintomas da bursite no quadril: onde dói e como diferenciar
Segundo a AAOS, o principal sintoma é dor na ponta do quadril, que costuma se estender pela parte de fora da coxa. A dor tende a piorar à noite, ao deitar sobre o quadril afetado, e ao levantar da cadeira depois de ficar sentado por algum tempo.
O ensaio LEAP lembra que a dor e a sensibilidade sobre o trocânter maior muitas vezes atrapalham o sono e as atividades do dia. Os autores relatam que a incapacidade e a qualidade de vida se comparam às da artrose grave do quadril, ou seja, não é uma dor para ignorar.
Nem toda dor no quadril é bursite Por isso a Activera começa sempre pela avaliação. O NHS aponta que a dor da artrose costuma aparecer depois dos 45 anos, piora ao caminhar e vem com rigidez depois de se mexer. Quem faz essa diferenciação é o profissional, na consulta: a equipe da Activera usa conversa, testes específicos e avaliação do movimento.
| Característica | Dor trocantérica (bursite / tendinopatia glútea) | Artrose do quadril |
|---|---|---|
| Onde dói | Ponta do quadril e lateral da coxa (AAOS) | Mais comum na virilha; pode ir para coxa, nádega ou joelho (AAOS) |
| Quando piora | À noite, deitado sobre o lado afetado, e ao levantar da cadeira (AAOS) | Ao caminhar e com atividade intensa; rigidez depois de repouso (NHS, AAOS) |
| Quem tem mais | Mais comum em mulheres e em pessoas de meia-idade ou idosas (AAOS) | Mais comum a partir dos 45 a 50 anos (NHS, AAOS) |
| Tratamento inicial | Educação, ajuste de carga e exercício (ensaio LEAP); é a base do plano na Activera | Exercício terapêutico e controle de peso (NICE) |

O que causa bursite no quadril
A AAOS lista como causa mais comum a lesão por esforço repetitivo, como correr, subir escadas, pedalar ou ficar muito tempo em pé. O trato iliotibial tenso também pode pressionar a bursa, assim como passar muito tempo deitado sobre um só lado do corpo.
O ensaio LEAP trabalhou com outra ideia central: os tendões dos glúteos sofrem quando são comprimidos contra o trocânter maior. Por isso a parte educativa do programa ensinava a evitar movimentos e posições que comprimem esses tendões.
- Esforço repetitivo e sobrecarga do quadril (AAOS)
- Traumas, como queda ou batida na lateral do quadril (AAOS)
- Doenças da coluna e diferença no comprimento das pernas (AAOS)
- Artrite reumatoide, cirurgia prévia no quadril e esporões ósseos ou depósitos de cálcio (AAOS)
Bursite no quadril tem cura? O que mostrou o ensaio LEAP
Não existe promessa de cura, mas existe boa notícia. A revisão da SAGE Open Medicine diz que a maioria dos pacientes com síndrome da dor trocantérica maior responde bem ao tratamento conservador, e a AAOS afirma que a cirurgia raramente é necessária.
O ensaio LEAP (Mellor e colaboradores, BMJ 2018) comparou três caminhos em 204 pessoas de 35 a 70 anos com dor lateral no quadril há mais de três meses: 14 sessões de educação mais exercício com fisioterapeuta em 8 semanas, uma injeção de corticoide guiada por ultrassom, ou apenas observar.
Em 1 ano, educação mais exercício manteve mais pessoas com melhora global do que a injeção, mas a intensidade da dor ficou parecida entre esses dois grupos. Nenhum participante relatou evento adverso grave. É um dos motivos pelos quais a Activera dá tanto peso ao exercício orientado.
| Grupo do ensaio LEAP | Sucesso em 8 semanas | Sucesso em 52 semanas |
|---|---|---|
| Educação mais exercício (fisioterapeuta) | 77,3% | 78,6% |
| Injeção de corticoide | 58,5% | 58,3% |
| Apenas observar | 29,4% | 51,9% |
Como tratar bursite no quadril
O NHS orienta, para dor no quadril em geral, evitar sobrecarga mas continuar se mexendo, usar gelo envolto em pano por até 20 minutos a cada 2 a 3 horas, preferir calçado confortável e evitar carregar peso e sentar em cadeiras baixas.
A AAOS cita evitar as atividades que pioram os sintomas, anti-inflamatórios com cautela e por pouco tempo, injeção de corticoide em número limitado e exercícios para alongar o trato iliotibial e ganhar força e flexibilidade no quadril. Medicação e injeção são decisões do médico.
Na Activera, as ondas de choque estão entre os recursos disponíveis. Uma revisão sistemática de 2024 (Rhim e colaboradores) encontrou alívio de dor em 2 a 4 meses com ondas de choque, mais com a modalidade focal, mas os autores alertam que os estudos têm alto risco de viés e que faltam dados de longo prazo. Ou seja: pode complementar, não substitui o exercício.
Quem tem bursite no quadril pode fazer musculação?
Pode, desde que o treino seja ajustado. No ensaio LEAP, o programa vencedor fortalecia os glúteos de forma progressiva, com 4 a 6 exercícios diários em casa e controle da coxa para não cair para dentro durante os movimentos.
O cuidado é com as posições que apertam o tendão contra o osso. Quem define quais exercícios entram, com que carga e em que fase, é o fisioterapeuta. Na Activera, a fase de fortalecimento e retorno ao esporte é feita com treino de força orientado pelo fisioterapeuta.
Quando procurar um médico com urgência
Dor no quadril com sinais diferentes dos descritos acima pode ser outra coisa, como fratura ou infecção. O NHS lista situações em que é preciso atendimento rápido; no Brasil, procure o pronto-socorro ou ligue 192 (SAMU).
- Dor forte no quadril depois de uma queda ou lesão
- Não conseguir andar ou apoiar o peso na perna
- Formigamento ou perda de sensibilidade no quadril ou na perna depois de uma lesão
- Quadril inchado e quente, ou dor no quadril com febre e mal-estar
- Dor forte que começou de repente, sem queda nem lesão
Como a Activera avalia e trata a bursite no quadril
A Activera é uma clínica de fisioterapia particular na zona sul de São Paulo, no Capital Corporate Office, na Av. Dr. Chucri Zaidan, perto do Shopping Morumbi e com estacionamento no prédio. Veja como funciona a fisioterapia para quadril na Activera.
Tudo começa pela avaliação criteriosa: conversa, testes específicos e avaliação do movimento para achar a causa da dor, não só o lugar onde ela aparece. Depois vem o plano individual: primeiro tirar a dor, depois recuperar força e movimento, e por fim evitar que ela volte.
Na Activera não há atendimento por estagiário, e a equipe soma mais de 25 anos de experiência clínica. O atendimento é particular, com nota fiscal para você pedir reembolso ao convênio conforme as regras do seu plano. Conheça a clínica de fisioterapia Activera.
Se a sua dor é mais na virilha e vem com rigidez, leia também artrose no quadril tem cura?. E se o problema também está no joelho, veja lesão no menisco tem cura sem cirurgia?.
Perguntas frequentes
Bursite no quadril é grave?
Na maioria dos casos não exige cirurgia e responde ao tratamento conservador, segundo a AAOS e revisões científicas. Mas a dor pode atrapalhar sono e rotina tanto quanto uma artrose grave, por isso vale tratar. A Activera avalia cada caso antes de propor o plano.
Quanto tempo dura uma bursite no quadril?
Não há prazo fixo. O NHS diz que a bursite costuma melhorar em algumas semanas com cuidados em casa e orienta procurar atendimento se não melhorar em 1 a 2 semanas. Quadros persistentes, como os do ensaio LEAP, levam mais tempo.
Bursite no quadril melhora com fisioterapia?
No ensaio LEAP, educação mais exercício com fisioterapeuta teve a maior taxa de sucesso em 8 semanas e em 1 ano. Na Activera, o exercício é ajustado à fase e à condição de cada paciente.
Posso dormir de lado com bursite no quadril?
A AAOS diz que deitar sobre o lado afetado costuma piorar a dor, e o NHS sugere almofadas para proteger a articulação ao dormir. A posição ideal para você pode ser orientada na avaliação da Activera.
Bursite no quadril precisa de cirurgia?
Raramente. A AAOS diz que a cirurgia é pouco necessária, e a revisão da SAGE Open Medicine a reserva para sintomas crônicos que não melhoram com o tratamento conservador. Quem indica cirurgia é o médico ortopedista.
Fontes consultadas
As informações de saúde deste artigo foram conferidas nas fontes oficiais abaixo, lidas no original. Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação com um profissional de saúde.
- AAOS OrthoInfo: Hip Bursitis
- NHS: Hip pain
- NHS: Bursitis
- Mellor R et al. Education plus exercise versus corticosteroid injection use versus a wait and see approach on global outcome and pain from gluteal tendinopathy (ensaio LEAP). BMJ 2018;361:k1662
- Pianka MA et al. Greater trochanteric pain syndrome: evaluation and management of a wide spectrum of pathology. SAGE Open Medicine 2021
- Rhim HC et al. Extracorporeal shockwave therapy for greater trochanteric pain syndrome: systematic review with meta-analysis. JBJS Reviews 2024
Como este guia foi feito
Quem escreveu
A equipe de fisioterapeutas da Clínica Activera, na zona sul de São Paulo, que soma mais de 25 anos de experiência clínica.
Quem revisou
Ines Nakashima, Crefito 37.269-F, fisioterapeuta e consultora técnica da Clínica Activera. Revisão em 06/11/2026.
De onde vêm as informações
Só de fontes oficiais lidas no original: NHS e AAOS. São 6 fontes, listadas acima. Onde elas discordam, o texto diz isso.
O que este guia não faz
Não substitui consulta, não indica remédio e não promete resultado nem número de sessões. Quem define o seu caso é a avaliação.
Equipe de fisioterapeutas da Activera
- Dra. Erica Sato · Crefito 142628-F
- Dra. Priscila Tanaka · Crefito 126.288-F
- Ines Nakashima · Crefito 37.269-F
- Priscila Albini · Crefito 94764-F
- Carol Castro · Fisioterapeuta
Veja a equipe explicando tratamentos no canal da Activera no YouTube. Encontrou alguma informação desatualizada? Fale com a Activera e a gente revisa.





